segunda-feira, 12 de julho de 2010

PEC da Juventude aprovada: uma conquista de gerações


Sem exagero, pode se dizer que o Twitter tornou-se uma “vuvuzela” eletrônica com a qual centenas de pessoas ‘berraram virtualmente’ aos senadores da República declarando apoio à aprovação da PEC da Juventude

Aos parlamentares não restou opção, senão atender ao apelo dos jovens e de todos os internautas que pediam o voto ‘sim’ ao Projeto de Emenda Constitucional em pauta. Mas o que significou a aprovação da PEC 42/2008, na noite da quarta-feira (7)? Qual a sua importância?


Primeiro é importante lembrar que a Constituição Brasileira de 1988 foi o mais amplo conjunto de direitos que o Brasil já conheceu. Mas nessa Carta uma importante parcela da população não estava contemplada: os jovens. A PEC garantiu justamente isso, os interesses da juventude ao modificar o artigo 227, incluindo a menção ao “jovem”. Agora ela passa ter a seguinte redação: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.


O que parece apenas ‘mais uma palavra’, um ‘substantivo’, representa muito. Com a inclusão do “jovem” na Constituição os senadores garantiram reais direitos à juventude. Direitos que já eram assegurados à criança, adolescente e ao idoso. “Superando a omissão do texto constitucional, o Congresso abriu larga avenida à consolidação de direitos que só se insinuaram nesses oito anos de mudanças e continuidades. Direitos que se refletirão sobre o conjunto da população brasileira”, declarou Danilo Moreira, presidente do Conselho Nacional de Juventude e um dos principais articuladores da campanha que movimentou as redes sociais, os políticos, a classe artística e a sociedade civil como um todo, incluindo os movimentos sociais.


“Agora é definitivo. A Constituição brasileira reconhece a juventude. É um momento histórico”, comemorou Augusto Chagas, presidente da UNE. A União Nacional dos Estudantes defendeu a proposta desde o início, e fez parte inclusive da comissão que a debateu no parlamento. Segundo Chagas, foi fundamental a participação da diretora de relações institucionais da UNE, Marcela Rodrigues, que coordenou esse grupo com tamanha “dedicação que foi decisiva.”


Completamente envolvida com essa questão nas últimas semanas, a estudante afirmou que o resultado é fruto do “esforço de toda uma geração. Viva a juventude!”, disse Marcela. A UNE, parceira do Conjuve em tantas lutas, considera que é uma conquista ainda às próximas gerações. Para a UBES, que representa os estudantes secundaristas brasileiros, “depois do voto aos 16, esta é com certeza uma das grandes páginas na Constituição no que toca a juventude”, afirmou Yann Evanovick, presidente da entidade. A Associação Nacional dos Pós-Graduandos também agradeceu em nome dos “jovens brasileiros” cientistas.

Estrada longa
Em meio às comemorações, o presidente do Conjuve apontou que é preciso comemorar sim a vitória. Mas sem esquecer que a aprovação da PEC pavimenta o caminho para algo maior. “Abrem-se largas avenidas para a consecução de um Plano Decenal e de um Estatuto da Juventude”, complementou Danilo Moreira. “Assim como a consolidação dos órgãos gestores que tratem das questões relacionadas à juventude, entra na ordem do dia a realização da II Conferência Nacional da Juventude no primeiro semestre de 2011”.

O projeto que tramitava desde 2008 rendeu muito esforço no convencimento e esclarecimento por parte do Conselho. Integrantes do Conjuve circularam por todo o Congresso, promoveram encontros, um verdadeiro corpo-a-corpo com os parlamentares que merecem também agradecimentos.


Congresso em festa
O Senado Federal aprovou a PEC por unanimidade, com 52 votos favoráveis. Na seção, “quebrando os protocolos, uma salva de palmas celebrou o resultado”, contou via twitter Augusto Chagas, compartilhando com os internautas o que acontecia no plenário. A votação foi acompanhada por representantes de diversas entidades representantes de jovens e de estudantes, que lotaram as galerias do plenário e comemoraram. Deputados se uniram aos colegas na celebração dessa importante página da história.


Cibermilitância

Como um slogan, a ‘hashtag’ (que significa palavra referência) #PECdaJuventudeJá! foi replicada e multiplicada inúmeras vezes no microblog. A UNE, UBES e ANPG concentraram seus esforços nos últimos três dias também mobilizando os estudantes com o “Twitte essa ideia”.

Não demorou muito para a campanha ser apoiada e divulgada por artistas, figuras públicas. A banda “O Teatro Mágico”, por exemplo, que tem perto de 34 mil seguidores, arrastou para a batalha virtual seus fãs, que multiplicaram ainda mais o volume de postagens sobre a PEC. “Hoje é a votação da #PECdaJuventude! Apoiamos!”, declarou o @oteatromagico. “Políticas públicas para a juventude! Saiba mais seguindo o @conjuve! #PecJuventudeJa”, twittou. Essa turma consciente mostrou que cultura e política fazem sentido juntas. “Vocês usam da internet pra formar mentes e nos inspiram a lutarmos pelo que acreditamos”, publicaram.


Os parlamentares, desde a campanha pelos 50% do fundo do pré-sal para a Educação iniciada pelos estudantes, já sabem que o Twitter, assim como outras redes sociais, é indispensável hoje para quem quer se comunicar com o jovem brasileiro. Muitos senadores responderam aos ‘apelos virtuais’, garantindo o voto, e parabenizaram as entidades do movimento estudantil e o Conjuve pelo sucesso da campanha.


O senador Paulo Paim (PT-RS), resumiu o sentimento dos parlamentares. Disse ele em seu microblog: “agradeço aos líderes do movimento da juventude por terem depositado confiança no nosso trabalho. A #pecdajuventude é gol de placa”. E garantindo que as próximas gerações percebam o quão especial é o dia 7 de julho de 2010 para a juventude e a democracia, ele publicou: “registrei nos anais do Senado documento do Conjuve com a assinatura de todos os líderes da juventude que estiveram em Brasília”. Busque no twitter “#PECdaJuventude” e saiba como foi a mobilização.


Conjuve
Criado em fevereiro de 2005, o Conjuve é o órgão consultivo da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Visa assessorar a formulação de diretrizes da ação governamental, promover estudos e pesquisas acerca da realidade socioeconômica juvenil, assegurar que a Política Nacional de Juventude do Governo Federal seja conduzida por meio do reconhecimento dos direitos e das capacidades dos jovens e da ampliação da participação cidadã. Pode-se dizer que o Conselho é um espaço de diálogo entre o governo e a sociedade civil na formulação e acompanhamento das políticas públicas de juventude.

Sandra Cruz


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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Inscrições para o Enem prorrogadas para 16/07


O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram as inscrições do Enem, que se encerrariam nesta sexta-feira, dia 9, para o próximo dia 16, sexta-feira, às 23h59. A decisão foi tomada pelo presidente do Inep, Joaquim Neto, que atendeu à solicitação dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela. Os dois governadores do Nordeste, preocupados com o impacto das chuvas e das enchentes, fizeram o pedido ao secretário executivo do MEC, Henrique Paim, que percorre a região devastada, à frente de um grupo que estuda a reconstrução das escolas destruídas. Quem ainda não fez sua inscrição tem agora mais sete dias para fazê-la, apenas pela internet, no portal www.enem.inep.gov.br. O valor da inscrição é de R$ 35, mas estão isentos os estudantes da última série do ensino médio em escolas públicas e os que que comprovem a impossibilidade de pagamento preenchendo declaração de carência. É fundamental estar munido de CPF e RG próprios, como documentos de identificação. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro.


Assessoria de Imprensa do Inep/MEC

domingo, 4 de julho de 2010

1 de julho de 2010 Estudantes no Piauí formam torcida solidária pelas vítimas das enchentes

O Cuca da UNE e o Grupo Harém de Teatro, em parceria com o DCE da UFPI, promovem exibição do jogo entre Brasil e Holanda nesta sexta-feira para arrecadar doações

Dia de jogo decisivo para a seleção brasileira é também hora de mostrar solidariedade.

Por isso uma campanha de arrecadação de donativos deve garantir um clima bem amistoso no Ponto de Cultura Nos Trilhos do Teatro, em Teresina. Um telão instalado no espaço vai exibir nesta terça-feira (3) a partida entre Brasil e Holanda, pelas quartas de final da Copa da África.

Estudantes, vizinhos e moradores da região estão mobilizados para levar alimentos, água, roupas, entre outros itens de primeira necessidade que serão entregues aos atingidos pelas cheias.

"Temos a certeza que o time da solidariedade vai torcer pela seleção brasileira e na oportunidade vai ajudar nossos irmãos alagoanos e pernambucanos, que passam por este momento de dificuldade. Vamos unir duas coisas que estão no coração do brasileiro: o futebol e a solidariedade", disse O coordenador do Cuca da UNE no estado, Gardiê Silveira, integrante do DCE da Federal do Piauí.

Da redação


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Fonte:http://www.une.org.br/

quinta-feira, 24 de junho de 2010

UBES se prepara para o 12º Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas


Estudantes de escolas técnicas de todo o país se reúnem para o evento mais importante da área no ano; esta edição do Enet irá discutir, entre vários assuntos, prioritariamente os rumos da educação profissional brasileira

Começa a contagem regressiva para o 12º Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas (ENET). Desta vez, a cidade de Natal foi escolhida para sediar o evento, que acontece entre os dias 25 e 27 de julho. O ENET não é realizado há muitos anos, por isso a importância desta edição para discutir novas propostas sobre a expansão e consolidação da educação profissional e tecnológica do país.

“Mesmo com os avanços constatados no Brasil nos últimos anos, no que diz respeito à educação são constatadas várias deficiências no sistema público educacional. No país a maioria esmagadora da juventude, cerca de 86,5% segundo o IBGE, estudam em escolas públicas. Analisando que a população mais carente e sem recursos financeiros para ingressar em uma universidade fica escancarada a importância do ensino profissionalizante no país. Com isso, fica também clara a importância das escolas técnicas na formação profissional do jovem para ter condições de brigar no mercado de trabalho de forma igual”, constata o presidente União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick.

Nos últimos oito anos houve um sensível aumento no número de escolas técnicas em todo o território nacional. Mais precisamente um salto de 254%, com 354 escolas no total. Estima-se que, até 2014, o número pule para 600 unidades.

O ENET visa, sobretudo, promover uma discussão sobre o futuro desses novos espaços. A expectativa é que no próximo período os crescentes resultados apontados acima possam continuar.

“Os estudantes brasileiros precisam que o poder público continue investindo na expansão do ensino profissional e que crie um fundo exclusivo de recursos para as escolas técnicas, como já existe para o ensino médio e as universidades”, apontou Evanovick.

Yann comenta ainda que a educação profissional tecnológica deve ser encarada como ferramenta inclusão social e profissional para a população. “A educação profissional e tecnológica se tornou um elemento estratégico na luta pelo ensino público de qualidade e pela inclusão social da população menos favorecida do país”, finalizou Evanovick.

Como participar do ENET
A inscrição é gratuita. Basta baixar o formulário de inscrição clicando aqui, preencher e enviar para contatoenet@gmail.com.

Outras informações pelos telefones (11) 5082-2924 / (11) 5084-5219.

Serviço
O quê? 12º ENET – Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas
Quando? Dias 25, 26 e 27 de julho de 2010
Onde? CEFET – RN: Avenida Senador Salgado Filho, 1559, Tirol – Natal

Termina 15° Congresso; André Tokarski é o novo presidente da UJS

Cerca de 2 mil jovens participaram de quatro dias de debates, atos políticos e atividades culturais na capital baiana

Terminou em Salvador, em clima de torcida pelo Brasil, o 15° Congresso Nacional da UJS. Os cerca de 2 mil jovens, de todos os estados brasileiros, que mais tarde se reunirão para a despedida assistindo ao jogo da seleção brasileira contra a Costa do Marfim, estiveram devidamente uniformizados de verde e amarelo, na parte da manhã, para a plenária final. Foram decididas as resoluções da entidade para os próximos dois anos e houve a eleição da nova diretoria. O goiano André Tokarski, de 26 anos, foi eleito novo presidente da UJS, um dos mais jovens da história da entidade.

Tokarski admite que presidir a UJS é a maior responsabilidade de sua vida. Porém, sente-se seguro ao contar com a construção diária, de toda a militância, para o sucesso dessa gestão. “Chegamos nesse Congresso com mais de 100 mil filiados e representações em todos os estados, o que dá um pouco da dimensão do nosso alcance com a Juventude Brasileira”, declarou. Leia mais abaixo uma entrevista completa com o novo presidente da UJS.

O Congresso, que teve início na quinta-feira (17) foi marcado pela oficialização do apoio da UJS à candidatura de Dilma Roussef nas eleições presidenciais 2010. Também tiveram destaque os debates do Seminário Nacional Juventude, Participação e Políticas Públicas, realizado pelo Centro de Estudos e Memória da Juventude em parceria com a UJS. O encontro em Salvador teve também a presença de jovens estrangeiros representando juventudes socialistas de cinco outros países: Portugal, Grécia, Venezuela, Sudão e Argentina. Os estrangeiros falaram aos congressistas, durante a plenária final, saudando a UJS.

Resoluções
No campo das políticas para a Juventude, os congressistas defenderam que a Secretaria Nacional de Juventude, criada a partir da mobilização das entidades, ganhe status de Ministério da Juventude. Preocupada na questão do emprego e oportunidade para os jovens, a UJS aprovou a resolução de pressionar o pode público pelo cumprimento da lei de estágio.

Para educação, a UJS propôs mudanças no ensino médio para valorizarem o caráter politécnico e humanista, através de uma estrutura esportiva e cultural. A entidade também cobrou a implementação efetiva da lei 10639, que determina o ensino da história da África e manifestações afro-brasileiras nas escolas. Em relação aos movimentos sociais, os jovens pediram a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia e decidiram por uma participação ainda mais forte da UJS no movimento LGBT.

No campo internacional, a UJS manifestou sua solidariedade ao Haiti e defendeu uma ação prolongada do Brasil no país nos campos educacionais e de combate à pobreza. Foi também manifestado repúdio ao recente ataque de Israel a um comboio humanitário que se dirigia à Faixa de Gaza. Outras resoluções aprovadas foram o desenvolvimento de uma campanha pela internet banda larga no Brasil e a participação efetiva da juventude na realização das propostas do Plano Decenal da Terceira Conferência de Esporte.

Emoção e Despedidas

Durante a plenária final, também foi realizada uma homenagem aos militantes que, após anos de participação, deixam a UJS nesse 15 Congresso, entre eles, o presidente Marcelo Gavião, que encerrou sua gestão. Ele fez questão de realizar um pequeno pronunciamento de agradecimento aos companheiros: “Esse momento sempre emociona muito quem sai e também a quem fica. Não é exagero dizer, mas vejo aqui entre os companheiros que encerram sua participação, pessoas que dedicaram, pelo menos metade de suas vidas à construção da UJS”, disse.

Entrevista com o novo presidente da UJS André Tokarski:

Como você se sente, pessoalmente tendo a responsabilidade de dirigir a União da Juventude Socialista?
Essa é a maior responsabilidade da minha vida, mas sei que, nesse momento, a minha eleição não é o mais importante para a UJS. Não é a direção que define essa entidade, e sim o conjunto da militância na luta do dia a dia. Sei que precisaremos ter muita consciência em nossas ações porque, atualmente, cria-se sempre uma grande expectativa sobre o posicionamento da UJS nas questões nacionais e muita repercussão com as suas mobilizações. Temos uma interlocução em que levamos nossas reivindicações ao presidente da república, ministros, governadores. Isso gera muita responsabilidade e eu espero contribuir da melhor forma para que a UJS cresça ainda mais.

Qual a sua trajetória nos movimentos de juventude?
Comecei no movimento secundarista em 1997, com 13 anos, quando fui a meu primeiro encontro estudantil, o congresso da UBES. Depois disso, me engajei no grêmio da escola, me filiei à UJS e me juntei à União Municipal de Estudantes Secundaristas (UMES) de Goiânia, da qual acabei sendo presidente. Ingressei na Universidade Federal de Goiânia (UFG) e lá me formei como bacharel em Direito. Durante a universidade, participei do Centro Acadêmico do Curso e fui presidente da União Estadual de Estudantes de Goiás (UEE-MG). Fui também diretor jurídico da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Qual é, na sua opinião, o saldo do 15° Congresso da UJS?
Foi um Congresso muito importante. O tema principal “Para ser muito mais Brasil” remete a um momento de muito otimismo do país. Na nossa história recente, nunca tivemos tantas oportunidades de o Brasil dar certo em diversas áreas, incluindo-se aí a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Nós temos hoje 50 milhões de jovens no país e as resoluções desse Congresso estão muito relacionadas à mobilização desse grupo. É impossível, atualmente, que qualquer processo importante do país não passe pela juventude.

Quais deliberações foram importantes nesse sentido?
Destaco as resoluções que tivemos em defesa dos 50% do fundo social do pré-sal para a educação e em defesa do marco regulatório para as políticas públicas de juventude. Desde a década de 80, o jovem era visto como um problema social, depois houve um avanço para tratá-lo como um sujeito de direitos. Agora, nós defendemos que o jovem seja entendido como um verdadeiro protagonista nas questões nacionais. Infelizmente, ainda há muito preconceito com os jovens que são vistos como menos capazes. Precisamos mudar esse quadro.

Como será a participação da UJS na campanha da Dilma para presidência da República?
O ato de apoio à candidatura da Dilma demonstrou o prestígio da nossa instituição e a força que ela pode ter em um momento tão crucial como esse das eleições. Todos os nossos anseios, discussões, projetos dependem totalmente do resultado das eleições de 2010. Eu acredito que esse ano teremos um dos maiores desafios da história da UJS, comparado somente a momentos como o Fora Collor em 1992 e a eleição de Lula. Isso porque corremos o risco de pôr a perder uma série de conquistas dos movimentos sociais e dos jovens. O outro candidato é algo como um exterminador do futuro da juventude. Por isso, vamos com tudo para a campanha da Dilma, com a força e as propostas da UJS para a juventude, educação e tantos outros temas debatidos neste 15° Congresso.

Houve uma polêmica, durante a votação das propostas na plenária final, sobre a questão da legalização das drogas. Qual o saldo desse debate?
Primeiro, é importante dizer que a mesa de debate sobre as drogas foi uma das mais concorridas e qualificadas deste Congresso da UJS. Nosso objetivo é ampliar a discussão em torno do tema não apenas da legalização da maconha, mas sobre as drogas como um todo. Este problema, claro, diz respeito a toda a sociedade, mas, principalmente, aos jovens. Haviam três resoluções em votações. Uma dizia que a UJS deveria lutar pela descriminalização da Maconha, outra falava sobre a Legalização. A proposta aprovada, no entanto, foi a de realização no primeiro semestre do ano que vem de um seminário para ampliar o debate sobre o tema. A resolução da UJS avança no sentido da nossa entidade cobrar do Estado e da sociedade um debate sem hipocrisia. Vamos realizar este seminário e de lá sairemos com um proposta mais elaborada sobre este assunto. Assim é a UJS, existe a diversidade, debate, constrói e unifica.

Como a UJS se encaixa nesse novo perfil de juventudes do século XXI
Toda a diversidade que pôde ser vista neste Congresso consolida, um processo de trabalho que a UJS construiu com suas frentes de trabalho, como o Hip Hop e LGBT. Isso reflete também a diversidade que é a juventude brasileira, que se organiza de maneiras diferentes, mas sempre com a consciência politica. Chegamos nesse Congresso com mais de 100 mil filiados e representações em todos os estados, o que dá um pouco da dimensão do nosso alcance com a Juventude Brasileira. Além disso, ampliamos a possibilidade de contato em novos canais como a internet. É muito importante citar a criação da Rede UJS, uma rede social online que já conta com 50 mil participantes e através da qual podemos expandir a nossa luta. É importante lembrar também que esse Congresso foi transmitido ao vivo, pela internet, com um alcance maior para os companheiros que não puderam estar presentes e para todos outros jovens que venham a conhecer as ideias e propostas da UJS.

Rafael Minoro e Artênius Daniel

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Conferência Livre no Maranhão


As Conferências Livres são livres exatamente porque podem ser propostas por qualquer segmento da sociedade, em qualquer espaço físico e reunindo um mínimo 10 participantes. Esse caráter democrático garante que participem do debate pessoas que diante de outras dinâmicas ficariam à margem das discussões.

O ex-diretor de União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Henrique Carneiro, lá do Maranhão, captou bem esse espírito. Reuniu uns colegas do Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFMA) dentro da sala de aula e organizou sua conferência livre, na última segunda-feira, dia 24.

Participaram doze estudantes, dos quais alguns representavam Comissão Pró Grêmio e DCE IFMA. O debate também contou com a presença de Maxsuell Silva, atual diretor da UBES. A discussão rolou em torno do tema do desporto educacional e sua relação com o ambiente escolar e acadêmico. Para os estudantes é necessária a reformulação da grade curricular a fim de ampliar e diversificar as modalidades ministradas no ensino privado e público, adaptando-as à realidade local e à comunidade. Além disso, eles defenderam a implantação e reestruturação da infra-estrutura básica para o ensino do esporte na rede educacional. As propostas serão encaminhadas à etapa nacional.

Se você tiver interesse em participar das próximas etapas livres que acontecem no Maranhão até dia 29, entre em contato com Leonardo Santos pelo telefone (98) 8734-5665 ou pelo e-mail leonardoune@hotmail.com.

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http://conferencialivre.wordpress.com/2010/05/25/conferencia-livre-no-maranhao/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Políticas de Esporte estão na pauta de amanhã (25) do Campus Maracanã

Atenção, abrir em uma nova janela.

Amanhã (25), será a vez de o Campus Maracanã sediar as discussões sobre políticas públicas de esporte e lazer para o Brasil, que resultarão em propostas a serem levadas à Conferência Nacional do Esporte (CNE).


No Campus Maracanã, a Conferência iniciará às 12h30min e se estenderá até 13h10min, no auditório central. Foi convidado para o debate o presidente da UESMA, Henrique Carneiro., que é ex-diretor da UBES.

“Precisamos levar à sociedade civil a conjuntura nacional em termos de eventos que o atual governo trouxe para o país, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além de apontar o rumo das políticas publicas de esporte e de incentivo à juventude”, afirmou o coordenador o vice-presidente (MA/PI) da UBES e estudante do Campus Maracanã, Maxsuel Gomes da Silva.


http://www.ifma.edu.br/index.php/departamentos/1153-politicas-de-esporte-estao-na-pauta-de-amanha-25-do-campus-maracana